Esperança fugiu, pousou em teu colo?
Olhar pra frente e deparar-se com o que não se deseja. Respirar fundo e nada. O ar? Ele não mais atende as necessidades dos teus pulmões. O chão abre, desequilibro. O que fazer? Talvez, entender que o sonho não passou de mentira. Buscar explicação, sentido, mas nem se utilizássemos 100% da capacidade cerebral poderíamos compreender. Caos! Caos! Caos! Como era bom ser criança e resolver os problemas ao esconder-se debaixo dos lençóis, dormir e no dia seguinte nem se lembrar do ocorrido. Agora, nem sono nem sonho. Esperança fugiu, pousou em teu colo?
Católicos tentam silenciar pensamento de jovem feminista
Com apenas um cartaz em mãos e a frase “em memória das mulheres vítimas do aborto ilegal”, Elisa Gargiulo posicionou-se em meio aos católicos que se encontravam na praça da Sé em São Paulo realizando um ato contra o pensamento da maioria das pessoas que estavam ali presentes.
A jovem feminista, em silêncio, levantou o cartaz e ficou parada, enquanto ouvia discursos em defesa de fetos, de pessoas que desconsideram a vida de mulheres que, por alguma razão, realizaram o aborto e morreram em virtude da falta de infraestrutura ou melhores condições para praticar o ato.
Infelizmente, um local público e democrático tornou-se palco de intolerância, católicos tentaram silenciar o cartaz de Elisa que, aos poucos, foi sendo empurrada do espaço onde estava e mesmo assim a jovem reagiu com tranquilidade e educação buscando manifestar um pensamento que representa milhares de pessoas.
A seguir está o vídeo que merece atenção e reflexão quanto ao direito de protesto:
Simples homenagem
Saudades
Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
Mais um texto sobre o dia 8 de Março
Será mesmo que um dia dá conta de tamanha importância? Acredito que não, mas vale o momento de exposição, afinal o dia 8 deste mês é lembrando na história porque mulheres em busca de seus direitos fizeram uma grande greve e paralisaram uma fábrica de tecidos em Nova York. Como punição, foram reprimidas com total violência e trancadas dentro da fábrica, onde ocorreu um incêndio em que aproximadamente 130 tecelãs foram carbonizadas.
É a hora de alertar que nossa luta é tão importante quanto qualquer outra e deve ser valorizada. Momento de refletir e pensar que os problemas ainda não acabaram. A violência contra a mulher continua, o salário desigual em relação aos homens, o excesso de trabalho (afinal hoje nós temos que nos preocupar com trabalho, casa, beleza, filhos e demais atividades que deveriam ser compartilhadas). Além disso, ainda há o assédio nas ruas, o estupro, o preconceito, a valorização da beleza em detrimento do potencial racional da mulher. A lista é grande, mas aos poucos vamos conquistando o espaço almejado. Novo clipe da banda Madame Saatan
Resenha: show de reencontro do CMTN
A estimativa à meia noite era de mais de 400 pessoas no bar (cheguei no Groove por volta desse horário) tive que esperar a desistência de parte do público para poder apreciar o som da banda que tanto aguardava curtir, afinal, a CMTN encerrou suas atividades em 2007, com seus integrantes seguindo carreiras profissionais distintas.
A vocalista Andrea Martins mudou-se para São Paulo há alguns anos, mas como possui parentes e amigos em Salvador, costuma a retornar a cidade. Em uma dessas visitas decidiu, junto com os integrantes da CMTN, realizar o show.
Não consegui presenciar as primeiras músicas da banda, ainda aguardava uma vaga na fila, mas quando abriam a porta do bar conseguia ouvir a bela voz de Andrea, o que me deixava mais ansiosa ainda. Todos que estavam na fila começaram a cantar, aos poucos o sonho parecia estar próximo de sua realização.
Quando finalmente entrei no Groove bar, não pude ficar de frente para o palco, pois a quantidade de pessoas extrapolava o limite do local. No entanto, foi lindo ver o público cantando todas as músicas junto com a banda, era realmente motivador. Percebia-se a empolgação da banda, o prazer de estarem tocando juntos novamente, o carinho recíproco.
Os fãns foram à loucura com o show, todas as músicas do grupo foram executadas, porém erros grotescos da banda estragavam a diversão. Parece que o tempo para a CMTN ensaiar as músicas foi pequeno, em a “cor do teu sorriso” os integrantes não sabiam o momento de finalizar o som e repetiram várias vezes o refrão, além disso, em outras composições do grupo a passagem de notas não era perfeita, o que causou um certo desconforto, pelo menos para mim.
Outro problema era a quantidade de pausas que o grupo realizava de uma música para outra, momentos de silêncio ou falas desconcertadas também quebravam a empolgação das pessoas que estavam ansiosas para ouvir a música preferida de cada um.
Assistir ao show depois de um dia extremamente agitado foi no mínimo um prêmio, entretanto decepcionante o desempenho musical da banda, esperava mais.
Elogios mesmo tenho a fazer a vocalista Andrea Martins, que com frases curtas, mas de efeito avassalador extraía sorrisos do público, além disso sua voz mostrava-se mais bonita ao vivo do que nas gravações que tive acesso.
Enfim, show de CMTN no Groove Bar, nunca mais! Resumo da noite: calor, lotação e desempenho musical ruim.
Fotos: Ilani Silva
A garota que só enxergava o futuro
Ela vislumbrava alguns objetivos e não descansou até conquistá-los. Foi árduo, sofrido, alguns amigos se afastaram, outros nem a conheciam mais. Seu olhar era linha reta, acima, de difícil de alcance, nunca ponto final, e melhor que vírgulas, só as reticências para descrevê-lo com a dignidade que merece.
Motivação?
É sonho que não se parte com verdadeiras pedras no caminho, lágrimas que enchem o coração de força, dor que afaga e consolida o desejo de vencer.
Como tudo acabou? - Eu não sei. Facebook nenhum mostraria seu sorriso se já não fosse verdade, a conquista já era anterior, o futuro talvez fosse presente, por isso ela não confundia o tempo, apenas o visualizava primeiro que nós, reles mortais.
Adeus
Nostalgia é a palavra que vem traduzindo os meus últimos dia na casa onde “me criei”. Tento guardar na memória cada espaço, cada cor, cada detalhe, pois sei que daqui a alguns dias não estarei mais ocupando o lugar que sempre foi meu.
Os móveis já foram vendidos, meu quarto está vazio. As paredes refletem marcas de quadros, pôsteres ou qualquer outro objeto que esteve ali presente por muito tempo.
No começo achei engraçado, o som da minha voz fazia eco, gritei, pulei, cantei, mas isso passou. Esse barulho agora me incomoda, é som de despedida, quase fúnebre.
O pé de cacau que fica nos fundos também parece triste, teremos que deixá-lo e sabe-se lá se o novo morador vai aceitá-lo ou destruí-lo, é a sorte de cada um.
Não consigo imaginar outra família morando aqui, pior, não quero acreditar que a casa terá outro aspecto, outra cor, outra característica que a tornará única, claro, para outros moradores.
Esse texto está parecendo apego material, mas longe disso, é memória, história que não se desfaz com o passar do vento. Foram 24 anos de cumplicidade, casa e eu, eu e casa, relacionamento antigo que agora se rompe, por isso, minhas últimas palavras.
Continuo em você
É incrível não reconhecer mais o seu olhar. Sentir-se distante do que realmente pregou como essencial. Até sua voz mudou e nada pude fazer. Engraçado, como a memória tenta reproduzir recordações do passado tentando camuflar um presente arruinado. Afinal, quem é você? Por que não sai da minha mente?Já lutei tantas vezes quanto pude para arrancá-lo dos meus hábitos, mas cotidianamente você insiste em aparecer. Aquela música não pode tocar, eu choro. Uma carta escondida no fundo do baú e lá está você.
Eu já desejei tanto o “brilho eterno de uma mente sem lembranças”, mas a humanidade não evoluiu a tal ponto. Continuo em você.
Até breve
Corro contra o tempo que parece reduzido a cada ano. A rapidez não me garante o sono tão almejado, porém me desgasto no intuito de um futuro primoroso. Assim, garanto é vida de um dedicado concurseiro.
Cobertura Seminário de Enfermagem e Radiologia
No último domingo (27) aconteceu o I Seminário de Enfermagem e Radiologia de Feira de Santana. O evento foi dividido em dois momentos: pela manhã os participantes assistiram palestras relacionadas à área de enfermagem e à tarde os temas discutidos abordavam o setor de radiologia.
A enfermeira Anatália Costa, que tem 18 anos de experiência na profissão, abriu o evento e demonstrou aspectos importantes da atuação do técnico de enfermagem na área de radiologia.
Logo depois, a enfermeira Vanessa Sampaio, coordenadora do programa municipal DST/HIV/AIDS salientou os cuidados na hora do profissional realizar exames, abordando o tema acidentes ocupacionais. A palestrante descontraiu o público com um jeito singular de apresentação, relatou experiências vividas na área e demonstrou aspectos importantes na prevenção de acidentes.
O evento também contou com a participação da enfermeira Vera Patrícia Nobre, também professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, que pontuou técnicas de como tratar feridas e realizar curativos.
No retorno do intervalo, os participantes tiveram a palestra do médico Cícero Marinho que abordou o tema condutas práticas em emergência. E finalizando o seminário de enfermagem, o Dr. Harley Santos ensinou técnicas de socorro à vítima, antes da chegada do SAMU ou profissional responsável pelo atendimento profissional.
Veja fotos do evento:
Eu sou assim...
- Experiência Diluída
- Jornalista, formada pela UFRB que relata neste blog experiências e percepção de mundo. Tenho preferência por temas que envolvam o assunto gênero. No entanto, aqui você pode encontrar de tudo, principalmente textos sobre filme, música, arte, cultura. Aproveite e deixe sua opinião!
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